quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Destino


Um convite indispensável para uma dança sem rumo é imposto, as vezes os pés se cansam, outras se empolgam até por demais, ou simplesmente caminham...Neste balanço os olhos se perdem em cada giro, passeiam por possibilidades e dicas quase imperceptíveis, surgem passos novos despercebidos, repete a mesma dança em outros locais, passando pelas mesmas estradas num embalo rápido e esfumaçado...Quando se escolhe coordenar a dança ela te deixa experimentar, gostar mas logo te embriaga com suas voltas,deixa tonto, tudo embaçado, não se ouve o que diz , nem se enxerga o porque veio muito menos porque já se vai... O que fica é a vontade de dançar mais e a incerteza do próximo passo.......................

06/12/2011 (c)

Aqui


Um vermelho tom de lembrança,
O branco chama apagado,
A areia por vezes movida,
O movimento imperceptível dos pássaros,
Que agora não cantam...
As caixas desmontadas,
O macio acima do chão,
O cheiro que o ar não trás,
A água que não cai,
E o vapor não envolve...
O calor não aquece esta noite cada vez mais fria,
A melodia relembrada, embalada,
As paredes com suas falas mudas,
Resguardando cada “esbarrão”...
Os olhos percorrem, os ouvidos se envolvem
A boca se cala e o coração aperta
Pouco,mais pouco, pouco mais ..

06/12/2011 (c)