domingo, 3 de abril de 2011

Eu vi, só não sei se estava ali.

Vi que por tras de uma carga de ditos e mais ditos
Há mais do que pura palavras....
Vi que por tras de um rosto bonito e traços maliciosos
Há mais do que a beleza vista...
Vi que eu poderia ver muito mais e queria
Mas que isso não basta....

(ss)
Drika Martins

Nem sempre...

Se afasta
querendo afastar...
Se fala
querendo falar...
Se magoa
querendo magoar...
Se é especial
e deixa de ser....

(g)
Drika Martins

Se tivesse como...

Explicar a vida...
Os momentos...
As loucuras...
as minhas bagunças.
Explicaria !

Explicar o que sinto...
penso....
repenso...
Explicaria!

Mas só sei explicar que quero viver intensamente....
E quem vive... vive errando....

Drika Martins

Vendaval

Sem pedir licença
mistura certo e errado
desclassificados...
Esquerdo e direito se fundem
os pesos não se medem
um jogo de momento
que bagunça as peças
pra que elas sejam arrumadas...
Arrumar depende de escolhas
que depende de muita coisa.....

Drika Martins

sexta-feira, 1 de abril de 2011

"essa história ja foi... foi... foi..." 

ps. só pra registrar a frase :p rs

31/03/2011 ( :) )

segunda-feira, 28 de março de 2011

Luz dos olhos

Ponho os meus olhos em você
Se você está
Dona dos meus olhos é você
Avião no ar
Um dia pra esses olhos sem te ver
É como chão no mar
Liga o rádio à pilha, a TV
Só pra você escutar
A nova música que eu fiz agora
Lá fora a rua vazia chora?

Pois meus olhos vidram ao te ver
São dois fãs, um par
Pus nos olhos vidros para poder
Melhor te enxergar
Luz dos olhos para anoitecer
É só você se afastar
Pinta os lábios para escrever
A sua boca em minha?

Que a nossa música eu fiz agora
Lá fora a lua irradia a glória
E eu te chamo, eu te peço: Vem!
Diga que você me quer
Porque eu te quero também!

Passo as tardes pensando
Faço as pazes tentando
Te telefonar
Cartazes te procurando
Aeronaves seguem pousando
Sem você desembarcar
Pra eu te dar a mão nessa hora
Levar as malas pro fusca lá fora?
E eu vou guiando
Eu te espero, vem?
Siga onde vão meus pés
Porque eu te sigo também.
E eu te amo!
E eu berro: Vem!
Grita que você me quer
Que eu grito também!
Hei! Hei!?
*(E eu gosto dela
E ela gosta de mim
Eu penso nela
Será que isso não vai ter fim?)

25\03\2011 (ss)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

(o que ficou da janela , da vista, dos pensamentos...)
05/03/2011