segunda-feira, 7 de março de 2011

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

(o que ficou da janela , da vista, dos pensamentos...)
05/03/2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sorrisos ocultos

Encombre os olhos
do brilho que toca a alma;
Torna-se o passado presente ao lado
nos olhos de outrem;
Onde não alçanca aqui se la....

Sera tão pueril acreditar no sempre?

15/02/2011 ( :) )
Drika Martins
“- Trinta e sete segundos.
 - Ótimo! Muito bem, agora vamos esperar.
 - Não. Vamos respirar, pulsar, regenerar. Nossos corações batem. Nossas mentes criam. Nossas almas ingerem. 37 segundos, bem usados, são uma vida. “

" - Não vá, Não estou preparada para o fim.
  - Lamento. Quando o rei Lear morre no ato 5, sabe o que shakespeare escreveu? Ele escreveu: "Ele morre". Só isso, mais nada. Sem fanfarras, sem metaforas, nada de palavras brilhantes no final. O encerramento da mais influente obra da literatura dramatica é "Ele morre". Foi preciso Shakespeare um genio para escrever "ele morre".E sempre que leio essas palavras, sinto me tomado pela disforia. Sei que é natural ficar triste, não pelas palavras "ele morre", mas pela vida que vimos anterior às palavras. Eu vivi todos os meus cinco atos, e não peço para que fique feliz com a minha partida. Só peço-lhe que vire a pagina... continue lendo... e deixe que a proxima historia comece. E se algum dia alguem perguntar por mim relate minha vida com todo o esplendor e termine com um simples e modesto "ele morreu". "     

" É você. Você é o bloco de madeira. E não tem de acreditar no cubo, nem na loja, nem em mim. Precisa acreditar em você! (Minha nossa! Um brilho)


15/02/2011
Filme: A loja magica de brinquedos
Foto: Internet

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Como eu posso explicar?

O aperto no peito
das horas passando
dos abraços distantes
das lembranças cravadas
da saudade continua
do vazio ....
do vazio....
do vaio ....
do que ainda nem foi...

"tudo a minha volta ...e ai..."

( :) )
Drika Martins

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Oração ao tempo

És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho
Tempo, tempo, tempo, tempo, vou te fazer um pedido
Tempo, tempo, tempo, tempo
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo entro num acordo contigo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo
Tempo, tempo, tempo, tempo és um dos deuses mais lindos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho
Tempo, tempo, tempo, tempo ouve bem o que te digo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso
Tempo, tempo, tempo, tempo quando o tempo for propício
Tempo, tempo, tempo, tempo

De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido
Tempo, tempo, tempo, tempo e eu espalhe benefícios
Tempo, tempo, tempo, tempo
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo
Tempo, tempo, tempo, tempo apenas contigo e migo
Tempo, tempo, tempo, tempo
E quando eu tiver saído para fora do círculo
Tempo, tempo, tempo, tempo não serei nem terás sido
Tempo, tempo, tempo, tempo
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos
Tempo, tempo, tempo, tempo num outro nível de vínculo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios
Tempo, tempo, tempo, tempo nas rimas do meu estilo
Tempo, tempo, tempo, tempo  

04/02/2011
Caetano Veloso/ Rita Ribeiro

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A natureza das coisas

Oh! chá lá lá lá lá lá lá
Oh! chá lá lá lá lá lá lá

Se avexe não
Amanhã pode acontecer tudo
Inclusive nada

Se avexe não
A lagarta rasteja até o dia
Em que cria asas
Se avexe não
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa

Se avexe não
Amanhã ela pára na porta
Da sua casa

Se avexe não
Toda caminhada começa
No primeiro passo

A natureza não tem pressa
Segue seu compasso

Inexoravelmente chega lá
Se avexe não
Observe quem vai subindo a ladeira
Seja princesa ou seja lavandeira
Pra ir mais alto vai ter que suar...

Elba Ramalho

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

entre as musicas...

"Eu quero voar mas tenho medo de altura
O céu azul me dá tontura
Eu caio mas não chego ao chão
Estou certo, mas perdi a razão"

Procurando pan... Refletindo letras...
Nada de tristeza , pra algo tão especial...
Se não eu ... Alguém ...

(ê)
Drika Martins